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A programação começa na noite deste domingo (1° de fevereiro), com a entrega do presente de Oxum, no Dique do Tororó.
Ao longo do dia, fiéis participam de rituais religiosos, cortejos e da entrega dos presentes, que são levados ao mar por embarcações conduzidas pelos pescadores.
Na segunda-feira (2), acontece o momento mais aguardado da festa: a entrega do presente principal de Iemanjá, no Rio Vermelho. O presente sai do galpão às 4h30 e chega à praia de Santana, na Colônia de Pesca Z-01, às 5h, quando ocorre a tradicional alvorada de fogos.
O presente permanece no carramanchão até as 16h, horário em que segue para o mar, conduzido pelos pescadores junto com a Iyalorixá do Terreiro Olufanjá, Mãe Nicinha de Nanã e seus filhos.
O cortejo marítimo segue até a Loca de Iaiá, ponto localizado a cerca de 3 milhas náuticas da costa, onde o presente é tradicionalmente entregue à Rainha do Mar, com apoio e segurança da Capitania dos Portos da Bahia.
Durante os dois dias de festa, os fiéis também poderão participar das homenagens na Casa de Iemanjá, no Rio Vermelho. O espaço funciona das 8h do dia 1º até as 16h do dia 2 de fevereiro.
No local, pescadores da Colônia Z1 e colaboradores organizam o barracão, onde ficam a imagem principal da orixá, os balaios e integrantes da Colônia Z1.
História
A Festa de Iemanjá tem origem nas tradições iorubás trazidas por africanos escravizados, celebrando a Rainha do Mar, e se consolidou no Brasil, especialmente em Salvador (BA), a partir da década de 1920, quando pescadores da Colônia Z-1 começaram a fazer oferendas na Praia do Rio Vermelho para pedir fartura e proteção.
A data de 2 de fevereiro coincide com festividades católicas como Nossa Senhora dos Navegantes, facilitando a prática religiosa e transformando-se em uma grande manifestação de fé, que mistura elementos africanos, indígenas e católicos, sendo hoje Patrimônio Cultural de Salvador.
Iemanjá é uma orixá africana, mãe de muitos outros orixás, ligada às águas e à maternidade. No sincretismo, para driblar a perseguição durante a escravidão, os africanos associavam Iemanjá a santos católicos, como Nossa Senhora dos Navegantes, permitindo que suas tradições perdurassem.